sexta-feira, 8 de março de 2013

VALENTIM QUARESMA


COLEÇÃO OUTONO / INVERNO 2013/14

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EM CONVERSA COM VALENTIM QUARESMA

Daily ModaLisboa - O mundo mudou e todos fazemos parte deste movimento de mudança. Como se adapta a Moda e o design de joias a esta transformação?
Valentim Quaresma - Fazendo frente às exigências do mercado, inovando e favorecendo a qualidade e a criação.

- Qual é para si a definição contemporânea de luxo?
O luxo está no requinte e na perfeição do que se consegue fazer com os materiais, qualquer que seja. Não acho que haja uma definição contemporânea para luxo, o senso comum é que definiu que a pobreza era o seu oposto, fazendo com que o luxo fosse um sinónimo de opulência, mas não é, como disse Coco Chanel, o oposto do Luxo é a vulgaridade!

- De todas as coleções que já desenhou, qual foi para si a mais memorável?
A coleção “Work in Progress”, com a qual ganhei o prémio “ Accessories collection of the year” no concurso ITS#7. Marcou uma mudança radical no meu trabalho e definiu o meu universo criativo.

- Gosta de voltar a coleções / criações antigas e dar-lhes uma nova vida?
Quando estou em processo criativo, descubro coisas que não utilizo na coleção em que estou a trabalhar, pois não se inserem no conceito que estou a desenvolver, ficam arquivadas para futuras criações, e recorro sempre a elas quando estou em pesquisa pois fazem parte de um estudo. Por vezes volto a fazer peças que criei há vários anos porque gosto muito delas. Por enquanto vou fazendo séries limitadas, brevemente irá ser lançada uma linha intitulada “Archive”, onde vão estar inseridas as peças mais marcantes de algumas das minhas coleções.

- O que o inspirou e quais as suas propostas para o outono / inverno 13/14?
A coleção intitula-se “Daydream” e procura encontrar um ponto de ligação entre dois polos: industrialização e criatividade. Sendo a criatividade a materialização da imaginação, a ideia de "sonhar acordado" surge como uma oportunidade de estar em contato com uma realidade transfigurada, que interpreta uma fantasia visionária. A industrialização surge através de uma cadência de movimentos, materializando-se na busca de cores e formas ambíguas aliadas a um espírito retro futurista que caracteriza o meu universo criativo. Os materiais que utilizei foram principalmente o couro, misturado com alguns ready-made como baterias de relógios. Usei-as por ironia, vivemos numa época de grande pressão, e sendo as pilhas uma fonte de energia, fazer peças para o corpo com baterias sugere a emissão de uma carga energética necessária e vital para a atualidade.



DESFILE



FOTOGRAFIAS: © RUI VASCO






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